Que tipo de ERP Delphi a JBKR sustenta?
Um ERP completo de uma empresa de serviços de telecomunicações, construído por outra software house a partir de 2010 e sustentado pela JBKR desde 2022: cerca de 1.300 unidades em Object Pascal, 500 mil linhas, 56 pacotes carregados em tempo de execução e 20 executáveis. Os módulos cobrem financeiro, documentos fiscais (NF-e, NFS-e, NFC-e, CT-e), SPED, folha e departamento pessoal, estoque, compras, vendas, contratos, ordens de serviço, ponto de venda e a operação de campo de telecom. A base é Microsoft SQL Server; a interface é VCL com DevExpress e relatórios em FastReport; a camada fiscal usa ACBr.
O que faz um sistema desse continuar em produção não é a idade do código, é o método de quem o sustenta. Sem o autor original e sem documentação, a primeira etapa foi recuperar o controle técnico — código, pacotes, certificados, banco, agendamentos — e documentar o que existe, com apoio de IA e revisão humana. A partir daí, cada mudança segue o mesmo roteiro: homologação, pacote reversível, registro por escrito.
Como funciona a adequação à reforma tributária no ERP?
A reforma tributária (IBS e CBS, Lei Complementar 214/2025) muda o leiaute dos documentos fiscais que o ERP emite todos os dias. Em 2026 a JBKR adequou os três documentos do ERP sustentado — NF-e, NFS-e no padrão nacional e NFC-e do ponto de venda — aos novos grupos de tributos, com um módulo comum de cálculo e preenchimento e um modo de homologação que permite emitir em ambiente de testes antes de ligar em produção.
A ordem importa: primeiro a base de dados (novos campos e tabelas, via migração testada), depois o módulo de cálculo, depois cada documento, cada um validado contra o ambiente de homologação da SEFAZ ou do portal nacional. A página de integrações e compliance governamental detalha o calendário da NT 2025.002 e do split payment; aqui o ponto é que tudo isso acontece dentro do Delphi, sem trocar o sistema.
Como vocês mudam o banco SQL Server sem quebrar a operação?
Toda alteração de estrutura ou de dados vira um script SQL idempotente: pode ser executado mais de uma vez sem efeito colateral, verifica o que já existe antes de criar ou alterar e registra o que fez. Cada script tem um modo de homologação, que permite rodar a mudança numa cópia do banco de produção e conferir totais, documentos e cadastros antes de qualquer virada.
O resultado prático é que a migração de banco deixa de ser o momento de tensão da implantação. Ela foi ensaiada, os números bateram e o retorno está escrito. Se uma carga de dados precisa ser desfeita — uma tabela de preços importada da planilha errada, por exemplo — existe um script de rollback gerado junto com o de carga.
Como é uma implantação de ERP desktop sem risco?
Um ERP Delphi distribuído em dezenas de pacotes e executáveis, instalado em estações Windows, não aceita "copia e cola". O pacote de implantação da JBKR faz backup de tudo o que vai substituir (pacotes, executável principal, esquemas fiscais), aplica a troca na ordem certa, atualiza o banco com as migrações já homologadas e deixa um LEIAME com o que mudou, por quê e como voltar.
A implantação acontece fora do horário de emissão, com uma estação de referência validada antes das demais e o caminho de retorno pronto. Em quatro anos de sustentação, essa disciplina é o que permite entregar mudanças fiscais com data marcada pela legislação sem parar o faturamento do cliente.
E as cargas de dados do dia a dia (tabela de preços, cadastros)?
Boa parte do trabalho de sustentação de um ERP não é código: é dado. Uma nova tabela de preços com centenas de itens e milhares de preços por estado chega numa planilha e precisa entrar no banco sem erro. A JBKR constrói ferramentas de carga que transformam a planilha em SQL e geram três scripts: simular (mostra o que vai mudar), verificar (confere o resultado) e desfazer (volta ao estado anterior).
Isso tira a carga de dados do campo do improviso e a coloca no mesmo método das migrações: ensaiada, conferida, reversível. Vale para preços, cadastros de clientes e fornecedores, planos de contas e qualquer importação recorrente.
Rotinas COBOL em mainframe: sustentação, documentação e integração
Desde 2020 a JBKR sustenta rotinas COBOL de um cliente de grande porte (setor não divulgado) em mainframe IBM: z/OS, CICS e DB2. O trabalho é o de sustentação clássica — correções, pequenas evoluções, acompanhamento de rotinas batch e online — somado ao que normalmente falta nesses ambientes: documentação legível das rotinas, gerada com apoio de IA e revisada por quem entende o programa, e integração com sistemas novos por serviços e por arquivos.
A experiência vem de dentro: o fundador começou a carreira em dois anos no mainframe IBM do HSBC (z/OS, COBOL, JCL, CICS, DB2, Endevor). Para projetos de grande porte em mainframe, a JBKR aloca especialistas sob demanda com a coordenação técnica do fundador. O que não fazemos é prometer "migrar o COBOL" em um projeto: o caminho responsável é documentar, integrar e substituir por partes, quando compensar.
Dá para modernizar sem sair do Delphi?
Dá, e é o caminho que a JBKR recomenda para a maioria dos ERPs Delphi. O sistema sustentado já tem um serviço de API HTTP, rodando como serviço do Windows, que expõe a lógica de negócio do Delphi (boletos, NFS-e, consultas) para outros sistemas. Esse serviço é a costura da modernização: um módulo novo — web, mobile, integração — conversa com o ERP pela API e o Delphi continua dono das regras e dos dados.
A JBKR não migrou esse ERP para fora do Delphi, e diz isso: o roadmap de modernização indica, por escrito, quais módulos compensam ser reescritos (acesso remoto, portal de clientes, integrações) e quais devem ficar onde estão. O caso Legate, de 2024, segue a mesma lógica: a integração com a NFS-e nacional foi reconstruída dentro do monólito Delphi, sem um dia de faturamento parado. A página de modernização de sistemas legados descreve o método geral de diagnóstico e roadmap.
Quanto custa sustentar um ERP Delphi ou COBOL?
Um ERP com emissão fiscal diária costuma entrar nos planos mensais — Plano Seguro a partir de R$ 1.125/mês (5 horas) ou Plano Expert a partir de R$ 2.050/mês (10 horas, atendimento 24/7) — com fração mínima de 1 hora por solicitação e horas adicionais a R$ 300. Demandas pontuais, como um diagnóstico ou uma adequação fiscal isolada, usam o Plano Eventual, a partir de R$ 250/hora com estimativa antes do trabalho.
O SLA é publicado: resposta no mesmo dia útil e início do atendimento a falha crítica em até 24 horas nos planos mensais. A proposta é sempre por escrito, com o inventário do sistema como ponto de partida. O diagnóstico inicial de 30 minutos é gratuito.
Perguntas frequentes
O que é sustentação de ERP em Delphi?
É manter um ERP desktop em Delphi funcionando, atualizado e em dia com a legislação, sem reescrevê-lo: correção de erros, adequação fiscal (NF-e, NFS-e, NFC-e, SPED, IBS/CBS), mudanças de banco de dados com migrações testadas, implantações reversíveis nas estações e evolução por módulos. A JBKR faz isso desde 2022 em um ERP de cerca de 500 mil linhas, com SLA publicado.
Vocês assumem um ERP feito por outra software house?
Sim, inclusive sem documentação e sem contato com o autor original. O ERP Delphi que a JBKR sustenta hoje foi construído por outra empresa a partir de 2010. O trabalho começa por recuperar o controle técnico (código, pacotes, banco, certificados), documentar o que existe com apoio de IA e revisão humana e só então mexer.
O ERP precisa sair do Delphi para atender IBS e CBS?
Não. Em 2026 a JBKR adequou NF-e, NFS-e nacional e NFC-e ao IBS/CBS dentro do próprio ERP Delphi, com modo de homologação para testar antes da virada. A reforma tributária é um motivo para sustentar o sistema com método, não para trocá-lo às pressas.
Como é testada uma migração de banco antes de ir para produção?
Cada migração SQL é escrita para poder rodar mais de uma vez sem efeito colateral (idempotente), tem um modo de homologação e é ensaiada numa cópia do banco de produção. Só depois de conferidos os resultados (totais, documentos, cadastros) ela entra no pacote de implantação, junto com o roteiro de retorno.
Posso voltar atrás numa implantação?
Sim. O pacote de implantação faz backup do que vai substituir (pacotes, executável, esquemas fiscais), aplica a troca e deixa o caminho de retorno documentado num LEIAME. Em um ERP com dezenas de pacotes e executáveis, implantar sem retorno pronto é o maior risco evitável.
Vocês sustentam PDV com NFC-e e TEF?
Sim. O ERP sustentado inclui ponto de venda com emissão de NFC-e, pagamento com cartão via TEF e sincronização com a base central. As mudanças fiscais do PDV entram no mesmo pacote de implantação do ERP, testadas em homologação.
Como vocês atendem rotinas COBOL em mainframe?
Desde 2020 a JBKR sustenta rotinas COBOL de um cliente de grande porte (setor não divulgado) em mainframe IBM (z/OS, CICS, DB2): correções, pequenas evoluções, documentação das rotinas com apoio de IA revisada por humano e integração com sistemas novos por serviços e arquivos. O fundador começou a carreira no mainframe do HSBC; projetos maiores contam com especialistas alocados sob demanda.
Quando vale reescrever um módulo fora do Delphi?
Quando o módulo trava o negócio e o Delphi é a causa: acesso remoto, integração que precisa de API moderna, interface web para quem não está na rede da empresa. Nesses casos o módulo novo convive com o ERP, lendo os mesmos dados, e o Delphi continua dono do resto. O roadmap diz por escrito o que compensa e o que não compensa.
Quanto custa sustentar um ERP em Delphi ou COBOL?
Depende do tamanho do sistema, do volume de mudanças fiscais e do SLA necessário. Um ERP com emissão fiscal diária costuma entrar nos planos mensais, com horas previstas para adequações e correções. Demandas pontuais usam o Plano Eventual (a partir de R$ 250/hora, com estimativa antes do trabalho); evolução e sustentação contínuas usam os planos mensais — Plano Seguro a partir de R$ 1.125/mês e Plano Expert a partir de R$ 2.050/mês. Toda proposta é detalhada por escrito.